Mostrando postagens com marcador conflito. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador conflito. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Israel e Palestina


The whole religious complexion of the modern world is due to the absence from Jerusalem of a lunatic asylum.
- Thomas Paine (1737-1809)

Podiam ter criado um país-refúgio para os judeus em algum lugar calmo. Mas não: tinha que ser lá onde aquela compilação arbitrária de textos escritos na Idade do Bronze aponta que se desenrolaram as aventuras fantásticas do deus Jeová e sua tribo preferida, que é exatamente o mesmo lugar onde aquela outra compilação arbitrária de textos, na qual os muçulmanos acreditam, sustenta terem ocorrido as aventuras igualmente fantásticas do deus Alá e seu guerreiro preferido.

E, em nome desses seres mitológicos, milhares de pessoas de verdade se odeiam e se matam - ontem, hoje e amanhã. Tal é o poder segregador da fé religiosa.

É tetra


A Argentina perdeu, nos livramos de uma flauta eterna e nunca mais precisaremos escutar a "Brasil, decime que se siente".

"Le romperon con siete y hacen barra a Alemania", escutei um argentino gritar para um brasileiro que o provocava quando eu chegava a pé de volta em casa. Como se os argentinos não fossem fazer exatamente o mesmo nessa situação.

Como eu já disse antes, a rivalidade demanda proximidade para prosperar. Brasil e Alemanha são disparados os times com os melhores resultados e números na história da Copa do Mundo, sendo que a Itália figura em um distante terceiro lugar. Sob este ponto de vista, a Alemanha é o verdadeiro rival do Brasil e já merecia ter sido tetracampeã antes da Itália.

Ainda que o Brasil siga com o maior número de títulos, a Alemanha alcançou marcas notáveis nesta Copa do Mundo: chegou a 8 finais disputadas (contra 7 do Brasil e 6 da Itália), agora tem o maior artilheiro na história das Copas (16 gols do Klose contra 15 do Ronaldo) e foi a primeira seleção europeia a levantar a taça na América (uma resposta ao Brasil, o primeiro e único sul-americano a ganhar na Europa, em 1958).

Eu diria que uma nova vitória alemã na Rússia, em 2018, consumará a virada histórica e resultará na coroação de um novo rei das Copas.

Terei duas seleções para secar na próxima Copa.

Mas a grande alegria mesmo para os brasileiros seria a nossa Seleção e a CBF saírem das mãos dos Havelanges, Teixeiras, Marins, Del Neros e Marinhos.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Go, Deutschland!

Futebol é simbolismo puro. Afinal, por que os torcedores de esportes coletivos aplicam tanto do seu capital emocional em uma instituição privada com evidentes fins lucrativos? Porque - além disso - um clube de futebol é um símbolo, uma herança cultural que se mistura com a história da própria cidade, da região, do país, da família e da biografia de cada torcedor. Idealmente, não se escolhe um clube: ele é imposto pelas circunstâncias. O principal determinante usualmente é a localização geográfica, pois (por exemplo) brasileiros tendem a torcer para times do Brasil, e paulistas tendem a torcer para os times de São Paulo. É verdade que há inúmeras exceções, e (por exemplo) em muitos Estados se torce para times de fora, principalmente para os times do eixo Rio-São Paulo, o que é uma tristeza do meu ponto de vista. Na realidade, eu defenderia até um âmbito mais restrito do que o país e o Estado, pois acho que se deve torcer para um time da sua cidade. (Ou como disse um amigo meu, torcedor do Zequinha, para um time do seu bairro.) Mas desconte dessa minha opinião que eu nasci e cresci em Porto Alegre, uma cidade privilegiada com relação ao futebol.

Porto Alegre, sede da maior rivalidade futebolística do Brasil.

"Quem não tem rival, aproveita o futebol pela metade" é uma máxima que eu sustento, e o Gre-Nal é sem dúvida o maior clássico do Brasil. (O maior do mundo eu fico na dúvida entre Boca Juniors e River Plate ou Fenerbahçe e Galatasaray.) O Rio Grande do Sul é o Estado da Federação com a maior capacidade de se dividir ferozmente em dois, com base naquele sentimento tão típico da espécie humana de classificar o mundo em "nós versus eles" (capacidade notável também na Argentina e na Turquia, onde ocorrem os outros dois clássicos citados acima). Essa habilidade talvez seja explicada pela posição peculiar da cultura gaúcha, que desenvolveu um forte bairrismo ao se ver no meio do caminho entre a belicosa cultura do Pampa (junto com Argentina e Uruguai) e a cultura do resto do Brasil. O futebol é uma guerra ritualizada, e - em uma cultura rivalista como a gaúcha - a neutralidade é difícil de aceitar. Tanto é assim que a pergunta dicotômica e regionalista que muitas vezes se segue ao "qual teu nome?" quando um adulto é apresentado a uma criança aqui no Sul é: "e tu é gremista ou colorado(a)?". Se o adulto escuta como resposta da criança que ela torce para o time adversário, o pequeno pode esperar de volta uma cara de desgosto e palavras de desaprovação por parte do grande. Mas se descobrir que a criança é do mesmo time, o adulto se identifica e oferece calorosos incentivos. E assim vem sendo forjado ao longo de várias gerações o nosso racha futebolístico. O lado bom disso é que, por décadas, as pesquisas sobre as preferências clubísticas apontaram o Rio Grande do Sul como uma exceção no Brasil: era o único Estado que não se dobrava à influência homogeneizante do centro do país, pois nenhum time do eixo Rio-São Paulo chegava a pontuar mais do que 1% entre a torcida. O lado ruim é a nossa rivalidade futebolística ter sido frequentemente alçada a níveis muito acima do aceitável.

Gre-Nal: escolha seu lado.

Eu torço para o Sport Club Internacional, e posso afirmar que não tive escolha nessa questão. (E temos alguma escolha sobre qualquer coisa em nossas vidas? OK, não vou me aprofundar no eterno debate sobre a existência ou não do livre arbítrio, mesmo tendo uma opinião.) Sou de Porto Alegre, e tanto meus avós maternos quanto meu pai são colorados (minha mãe se diz gremista, mas ela tem coisas mais importantes com o que se preocupar). Meus avós ajudaram a levantar o Gigante da Beira-Rio na década de 1960, e desde quando eu era pequeno me levavam com frequência aos jogos, nas cadeiras perpétuas que puderam ser adquiridas por quem ajudou a erguer o estádio. Lembro bem de ir em jogos de Gauchão com arquibancadas quase vazias, e em jogos dos campeonatos nacionais com mais público (com torcida, obviamente, é muito melhor).

Beira-Rio como eu conheci: cobertura parcial, cor de concreto e pista atlética.

Meu primeiro ídolo no futebol foi o goleiro Taffarel, um símbolo da época que o Inter viveu na segunda metade da década de 1980, pois era um excelente goleiro que não levantou uma taça sequer pelo Inter, mas que - depois de sair em 1990 - sagrou-se tetracampeão pela seleção brasileira em 1994. Portanto, a minha carreira de torcedor começou durante uma fase tenebrosa do Inter. Talvez até seja melhor que eu não tenha lembranças das derrotas para o Flamengo e para o Bahia nas finais dos Campeonatos Brasileiros de 1987 e 1988, e nem da eliminação para o Olímpia do Paraguai nas semifinais da Libertadores de 1989. Mas lembro bem da década de 1990, na qual o Grêmio - apesar do início ruim com o primeiro rebaixamento em 1991 e o retorno vergonhoso à primeira divisão em 1992 - conseguiu depois disso empilhar títulos entre 1994 e 1999. Os únicos oásis de alegria num deserto de tristezas coloradas foram a Copa do Brasil de 1992, o Gauchão de 1997, o futebol do zagueiro paraguaio Gamarra (entre 1995 e 1997) e o 5 a 2 (o "cinco muito") em cima do Grêmio em pleno Olímpico no ano de 1997, liderado pelo atacante (Uh!) Fabiano. Ou seja: um título nacional, um título estadual, um jogador e um jogo. Não deveria surpreender que nessa época o Inter era um time que vivia de passado, principalmente das glórias da década de 1970, quando Figueroa e Falcão vestiam vermelho, e quando se conquistou o octacampeonato gaúcho e três campeonatos brasileiros (fomos o primeiro tricampeão do país).

"Cinco muito": uma das poucas alegrias coloradas na década de 1990.

Por sorte, eu resisti a tentação tricolor (azar dos que não o fizeram) e tive o prazer de testemunhar entre 2005 e 2011 uma espetacular virada de gangorra por parte do Inter. Depois de duas Libertadores, um Mundial, duas Recopas, uma Sul-Americana e, de bônus, um segundo rebaixamento do Grêmio, não tenho mais tanto do que reclamar. Vi o eterno Fernandão jogar. Mesmo que o Gauchão seja um prêmio de consolação em tempos de vacas magras, a verdade é que os Estaduais são relativamente desprezados pelos clubes grandes, que não deveriam participar dos Estaduais há pelo menos uma década. Portanto, o Grêmio vive - na prática - uma seca de títulos de 13 anos, desde a conquista da Copa do Brasil em 2001, e a tentação colorada deve ter espreitado várias crianças gremistas neste princípio de milênio.

Mundial de 2006: maior marco da virada histórica.

De qualquer modo, a dupla Gre-Nal já trouxe para Porto Alegre - na somatória - cinco Copas do Brasil, cinco Brasileiros, uma Sul-Americana, três Recopas, quatro Libertadores, uma Copa Intercontinental e um Mundial (ou dois Mundiais, se quem estiver fazendo a contabilidade for gremista). Uma rivalidade de respeito em níveis nacional e internacional. Simpatizo amplamente com os gremistas, até porque é o segundo time com maior probabilidade de eu ter virado torcedor. O paradoxo do "nós versus eles" é que "eles" precisam estar próximos o suficiente de "nós" para que a rivalidade prospere. Esse é um fato que os mais fanáticos teimam em negar: não há nada mais perto de ser gremista do que ser colorado, e vice-versa. Percebi isso com grande clareza quando me mudei para o Rio de Janeiro, pois o background cultural compartilhado faz com que a flauta em cima dos torcedores de times cariocas empalideça perante a flauta entre os torcedores da dupla Gre-Nal. Discutir com os gremistas da linhagem racional (aqueles com os quais é possível provocar e ser provocado de modo civilizado) é muito melhor que discutir com os torcedores dos times do Rio.

Gremistas e colorados: os próximos que são distantes.

Lembrei de tudo isso vendo a Copa do Mundo no Brasil, a primeira que vejo desde que me mudei para o Rio de Janeiro. Por mais que aqui a mobilização em torno da Seleção Brasileira seja maior (na comparação com o Rio Grande do Sul), o baixo nível de ligação emocional da torcida brasileira como um todo para com a sua Seleção (em comparação com seus clubes) ficou evidente nos primeiros jogos do Brasil em casa. A campanha de última hora para emplacar algum cântico de torcida novo foi uma medida desesperada para que não jogássemos mais como "visitantes em casa", na definição precisa dos mexicanos sobre o jogo contra o Brasil na primeira fase. A minha hipótese é que falta rivalidade para a Seleção brasileira. A imprensa esportiva e as campanhas publicitárias exploram seguidamente a rivalidade entre Brasil e Argentina. De fato, é o rival mais apropriado para nossa Seleção, considerando-se tanto o nível do futebol, quanto a proximidade cultural e geográfica dos dois países. Contudo, eu percebo que a torcida brasileira não abraça com a mesma convicção essa causa como abraça a rivalidade entre os clubes, e a pobreza do "Olê, olê, olê, olê, Brasil, Brasil" e do "Sou brasileiro com muito orgulho" é um sinal claro desse fenômeno.

Copa de 1990: Maradona contra seu rival favorito.

Desde antes de a Argentina ter se classificado para a final da Copa, eu já julgava impossível não me admirar com a torcida argentina que invadiu o Brasil. Quem acompanha o futebol de lá, já conhece bem o fervor do "aliento" dos "hinchas" para os seus clubes. O Rio Grande do Sul (mais especificamente a torcida Geral do Grêmio) foi a porta de entrada para (re)importarmos esse estilo de torcer que já alcançou até clubes do Nordeste, um estilo baseado na cantoria ininterrupta, em letras mais elaboradas, nas bandeiras sempre tremulando, e nas fitas e papéis picados jogados ao campo. Uruguai, Chile, Paraguai e outros países sul-americanos também adotam esse estilo de torcer, e o interessante é que - ao contrário do Brasil - todos esses países conseguem transpor facilmente o engajamento com os clubes para as suas respectivas seleções.

La hinchada argentina: mostrando como se torce numa Copa em casa.

A minha hipótese é que um dos fatores que mais contribuem para esse fanatismo dos argentinos pela Albiceleste é que eles levam muito mais a sério a rivalidade com o Brasil. É o "eles" que fortalece o "nós", e - na mesma linha do "Brasileiro que amargado se te ve" - o cântico "Brasil, decime que se siente" já é o grande hit desta Copa, criado especialmente para tirar onda com a cara dos brasileiros durante o mundial. Digo, por experiência própria, que ao conviver algum tempo (em 2005 e 2006) com brasileiros e argentinos nos Estados Unidos nunca me senti tão ligado ao Brasil, à Seleção e, sim, à Argentina. Fiquei muito amigo dos argentinos através do "mate" (chimarrão), do "asado" (churrasco), do "che" (tchê),  do bairrismo e do futebol. Eles puxavam a conversa sobre o futebol, o que era muito divertido da minha perspectiva brasileira, pois a Seleção ostentava a "tríplice coroa": era a atual campeã da Copa do Mundo (sendo que a Argentina havia sido eliminada na primeira fase), da Copa das Confederações (4 a 1 em cima da Argentina na final) e da Copa América (final também sobre a Argentina, vencida nos pênaltis). Relembre que o Inter vivia os últimos meses da má fase que já durava duas décadas, mesmo esboçando seus primeiros voos internacionais ao ser eliminado duas vezes pelo Boca Juniors nas Copas Sul-Americana de 2004 e 2005 (ambas vencidas pelo Boca, sendo que na segunda eu fui o único brasileiro a assistir a final junto com os amigos xeneizes em um bar de mexicanos). Portanto, imaginem o meu contentamento em ter as vitórias da Seleção para importunar os argentinos quando o assunto era futebol.

Tal qual o Gauchão, a Copa das Confederações só tem graça se tiver clássico na final.

"Quem não tem rival, aproveita o futebol pela metade", e o Brasil vem aproveitando a sua Seleção pela metade. Por isso, sou a favor de fomentar a nossa rivalidade com os argentinos. Quem torcer para a Argentina no próximo domingo está, na minha opinião, minando a precária relação entre os torcedores brasileiros mais fiéis (aqueles que acompanham seus clubes) e a Seleção. Os argentinos estão loucos de faceiros com o 7 a 1 que levamos da Alemanha na semifinal, e o meu resultado ideal para a final é uma goleada ainda maior da mesma Alemanha em cima da Argentina. Assim como o vexame brasileiro de 2014 reposicionou a tragédia (agora honrosa) do Maracanazo de 1950, só um Maracanazo deles nos aliviará da dor do Mineiratzen. (E desse fenômeno os colorados entendem bem, pois a derrota pro Mazembe em 2010 manchou não apenas a vitória na Libertadores de 2010, como também eclipsou a flauta sobre a vitória do Ajax em cima do Grêmio em 1995.)

Mineiratzen: o Maracanazo não parece tão ruim agora.

Contudo, jamais confunda rivalidade com ódio e violência: admiro a seleção argentina assim como admiro o Grêmio, e quero distância dos fanáticos idiotas de todos os lados, inclusive do Inter. (Ainda não encontrei fanáticos pelo Brasil desse tipo, em conformidade com o que foi discutido acima.) Por mais esquizofrênico que possa soar, torço contra Argentina e contra o Grêmio, mesmo que as conquistas de ambos engrandeçam, respectivamente, o Brasil e o Inter. O futebol certamente não obedece os ditames da razão (nem os seres humanos, completaria o filósofo David Hume), e é por isso que domingo vou torcer pra Alemanha 8 x Argentina 0.

Exato. O mesmo vale para Brasil e Argentina, e, ilogicamente, torcerei pela Alemanha no domingo.

Go, Deutschland!

domingo, 22 de setembro de 2013

Por Que Não Sou Cristão


Claro que eu sei que o tipo de argumento intelectual de que falei não é verdadeiramente aquilo que impressiona as pessoas. O que realmente as impulsiona a acreditar em Deus não é absolutamente nenhum argumento intelectual. A maior parte delas acredita em Deus porque foi ensinada desde a primeira infância a fazê-lo, e essa é a razão principal.
Ademais, penso que a razão mais forte que vem a seguir é o desejo de segurança, uma espécie de sensação de que existe um irmão mais velho a zelar por nós. Isso desempenha um papel profundo na influência do desejo de crer em Deus.
- Bertrand Russell, "Por que não sou cristão", p. 36

Bingo!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Por que não?


Um dia o Δ9-THC será tão reconhecido quanto o C2H6O. O povo de Colorado e de Washington já fizeram a frente.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Bíblia


Como disse o grande Isaac Asimov: “Properly read, the Bible is the most potent force for atheism ever conceived.”


Deuteronômio 20
10. Quando te aproximares duma cidade para combatê-la, apregoar-lhe-ás paz.
11. Se ela te responder em paz, e te abrir as portas, todo o povo que se achar nela será sujeito a trabalhos forçados e te servirá.
12. Se ela, pelo contrário, não fizer paz contigo, mas guerra, então a sitiarás,
13. e logo que o Senhor teu Deus a entregar nas tuas mãos, passarás ao fio da espada todos os homens que nela houver;
14. porém as mulheres, os pequeninos, os animais e tudo o que houver na cidade, todo o seu despojo, tomarás por presa; e comerás o despojo dos teus inimigos, que o Senhor teu Deus te deu.
15. Assim farás a todas as cidades que estiverem mais longe de ti, que não são das cidades destas nações.
16. Mas, das cidades destes povos, que o Senhor teu Deus te dá em herança, nada que tem fôlego deixarás com vida;
17. antes destruí-los-ás totalmente: aos heteus, aos amorreus, aos cananeus, aos perizeus, aos heveus, e aos jebuseus; como Senhor teu Deus te ordenou;
18. para que não vos ensinem a fazer conforme todas as abominações que eles fazem a seus deuses, e assim pequeis contra o Senhor vosso Deus.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Mais razão, menos religião



We have already compared the benefits of theology and science. When the theologian governed the world, it was covered with huts and hovels for the many, palaces and cathedrals for the few. To nearly all the children of men, reading and writing were unknown arts. The poor were clad in rags and skins - they devoured crusts, and gnawed bones. The day of Science dawned, and the luxuries of a century ago are the necessities of today. Men in the middle ranks of life have more of the conveniences and elegancies than the princes and kings of the theological times. But above and over all this, is the development of mind. There is more of value in the brain of an average man of today - of a master-mechanic, of a chemist, of a naturalist, of an inventor, than there was in the brain of the world four hundred years ago.

These blessings did not fall from the skies. These benefits did not drop from the outstretched hands of priests. They were not found in cathedrals or behind altars - neither were they searched for with holy candles. They were not discovered by the closed eyes of prayer, nor did they come in answer to superstitious supplication. They are the children of freedom, the gifts of reason, observation and experience - and for them all, man is indebted to man.

- Robert Green Ingersoll, "God In The Constitution"

domingo, 16 de dezembro de 2012

Iluminismo


 Quem consegue lhe fazer acreditar em absurdos, consegue lhe fazer cometer atrocidades.
-Voltaire, Iluminista francês (1694-1778)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Coreias



No coreano (한글), cada "letra" na verdade é uma sílaba... Enquanto que na Coreia, cada país deveria ser um só. E deveria ser tudo Coreia do Sul.


P.S. Ah, e tinha a grande coreia do Beira-Rio também!


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Hitchens


Ah, como eu gostaria de ter um pensamento rápido e uma língua ferina iguais aos desse cara.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A religião secular do século XX



Marxist eschatology actually mimicked Christian doctrine. In the beginning, there was a perfect world with no private property, no classes, no exploitation, and no alienation – the Garden of Eden. Then came sin, the discovery of private property, and the creation of exploiters. Humanity was cast from the Garden to suffer inequality and want. Humans then experimented with a series of modes of production, from the slave, to the feudal, to the capitalist mode, always seeking the solution and not finding it. Finally there came a true prophet with a message of salvation, Karl Marx, who preached the truth of Science. He promised redemption but was not heeded, except by his close disciples who carried the truth forward. Eventually, however, the proletariat, the carriers of the true faith, will be converted by the religious elect, the leaders of the party, and join to create a more perfect world. A final, terrible revolution will wipe out capitalism, alienation, exploitation, and inequality. After that, history will end because there will be perfection on earth, and the true believers will have been saved.
- Daniel Chirot & Clark McCauley apud Steven Pinker, "The Better Angels of Our Nature"

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Nossa família


The chimpanzee and the human share about 99.5 per cent of their evolutionary history, yet most human thinkers regard the chimp as a malformed, irrelevant oddity while seeing themselves as stepping-stones to the Almighty. To an evolutionist this cannot be so. There exists no objective basis on which to elevate one species above another. Chimp and human, lizard and fungus, we have all evolved over some three billion years by a process known as natural selection. Within each species some individuals leave more surviving offspring than others, so that the inheritable traits (genes) of the reproductively successful become more numerous in the next generation. This is natural selection: the non-random differential reproduction of genes. Natural selection has built us, and it is natural selection we must understand if we are to comprehend our own identities.
- Robert L. Trivers, no prefácio da primeira edição de "O Gene Egoísta" de Richard Dawkins.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A Morena e eu, tão próximos mas tão longe nesse Cosmos



Eu estava vendo o único verbete sobre o tudo da maior enciclopédia conhecida nesse tudo: o Universo. Não é o Guia do Mochileiro das Galáxias, algo próximo mas não tão engraçado, a Wikipedia.

Lendo em inglês, que é a lingua franca atual.

Diz o verbete:

The universe is commonly defined as the totality of existence,[1][2][3][4] including planets, stars, galaxies, the contents of intergalactic space, and all matter and energy.[5][6]

Fui ver as referências e gostei dessa:

2. ^ "Universe", Encyclopedia Britannica, "the whole cosmic system of matter and energy of which Earth, and therefore the human race, is a part"

Carl Sagan usou um sinônimo: "O Cosmos é tudo o que existe, existiu ou existirá. A mais insignificante contenmplação do cosmos emociona-nos – provoca-nos um arrepio, embarga-nos a voz, causa-nos a sensação suave de uma recordação distante."

Mas tudo isso fica gravemente desfalcado de sentido se meu amor pela Priscilla Casagrande não for correspondido. Até o ateu mais materialista irá concordar que não haveria pecado maior caso isso ocorresse.



P.S. Parabéns pela condecoração, Morena!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Monkeys


É, impressionante esses macacos. Dica do Ângelo.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Ciência é a melhor filosofia


Geology does better in reclothing dry bones and revealing lost creations, than in tracing veins of lead and beds of iron; astronomy better in opening to us the houses of heaven than in teaching navigation; surgery better in investigating organization than in setting limbs; only it is ordained that, for our encouragement, every step we make in science adds something to its practical applicabilities.
— John Ruskin (1819-1900)

sábado, 6 de outubro de 2012

Land is Mine




http://vimeo.com/50531435

Uma terra de fato abençoada pelo amor de Deus.

sábado, 14 de julho de 2012

Viva la révolution!


Em 14 de julho de 1789 ocorria a tomada da Bastilha, estopim da Revolução Francesa. Uma frase interessante no verbete da Wikipedia (http://en.wikipedia.org/wiki/French_revolution):

The modern era has unfolded in the shadow of the French Revolution. The growth of republics and liberal democracies, the spread of secularism, the development of modern ideologies, and the invention of total war[5] all mark their birth during the Revolution.

domingo, 8 de abril de 2012

Feliz Páscoa!


Cristianismo:

A crença de que um zumbi judeu cósmico que era o seu próprio pai e pode fazer você viver pra sempre se você simbolicamente comer sua carne e telepaticamente dizer a ele que você o aceita como seu mestre, assim ele pode remover uma força maléfica da sua alma que está presente na humanidade porque uma mulher-costela foi convencida por uma cobra falante a comer o fruto de uma árvore mágica... é, faz total sentindo!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Silêncio é ouro


Os sábios falam porque têm algo a dizer; os tolos, porque têm que dizer algo.
- Platão



Sua primeira teoria era que, se os seres humanos deixassem de exercitar seus lábios, eles grudariam.
Após alguns meses de observação, encontrou uma outra teoria, que era a seguinte – 'Se os seres humanos não moverem seus lábios, seus cérebros começarão a funcionar.'

- Douglas Adams, em 'O Restaurante no Fim do Universo'

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Carpinejar



Essa semana, pensando cá com meus botões, me dei conta que o nome do blog - Blog Conflituado - conduz naturalmente à previsão de que eu escreveria sobre coisas das quais eu não gosto, i.e., coisas com as quais eu sou conflituado. Mas eu já imaginava que eu não iria me restringir somente a escrever sobre coisas das quais eu não gosto, até porque escrever sobre o que se gosta é muito mais divertido. Por exemplo, até o Allan Sieber - um dos supra-sumos do humor crítico (e auto-crítico) - coloca lá no seu blog alguma coisa 'positiva' sobre um livro ou exposição que ele gosta. Agora, num conflituamento de 2º grau, o meu blog se conflituou com seu próprio nome de modo que quase nenhum post é sobre coisas que eu não gosto. A fim de remediar essa situação, escrevo nesse post sobre um autor que eu abomino, cujas frases soltas aparentam grande eloquência e subjacente sabedoria, mas que para mim não passam de frases dignas daqueles bilhetes que encontramos dentro de biscoitos da sorte chineses: Fabrício Carpinejar. Veja você mesmo:


A felicidade não consulta o dicionário.

Depois da tormenta, como se nada tivesse acontecido, como se o destino fosse um parente desconhecido, irei recomeçar.

Dispensamos mensageiros quando somos a mensagem.

Toda festa é um baile de fantasia porque você está bêbado e a sombra melhora o rosto.

A mulher pensa ter seduzido São Jorge e quem resta ao seu lado é o dragão.

Só pra ficar nas tuitadas mais recentes dele... Elas têm a pretensão de serem muito profundas, mas são apenas ruins. É só eu que acho essas frases totalmente infames?