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terça-feira, 28 de maio de 2013

Sagan


I would love to believe that when I die I will live again, that some thinking, feeling, remembering part of me will continue. But much as I want to believe that, and despite the ancient and worldwide cultural traditions that assert an afterlife, I know of nothing to suggest that it is more than wishful thinking.
The world is so exquisite with so much love and moral depth, that there is no reason to deceive ourselves with pretty stories for which there's little good evidence. Far better it seems to me, in our vulnerability, is to look death in the eye and to be grateful every day for the brief but magnificent opportunity that life provides.
- Carl Sagan, "In the Valley of the Shadow", 1996

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Pálido Ponto Azul


Já foi postado provavelmente, mas achei uma versão em HD. Ciência é poesia.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Carl Sagan


I went to the librarian and asked for a book about stars …And the answer was stunning. It was that the Sun was a star but really close. The stars were suns, but so far away they were just little points of light …The scale of the universe suddenly opened up to me. It was a kind of religious experience. There was a magnificence to it, a grandeur, a scale which has never left me. Never ever left me.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

2001


KUBRICK: It's not a message that I ever intend to convey in words. 2001 is a nonverbal experience; out of two hours and 19 minutes of film, there are only a little less than 40 minutes of dialog. I tried to create a visual experience, one that bypasses verbalized pigeonholing and directly penetrates the subconscious with an emotional and philosophic content. To convolute McLuhan, in 2001 the message is the medium. I intended the film to be an intensely subjective experience that reaches the viewer at an inner level of consciousness, just as music does; to "explain" a Beethoven symphony would be to emasculate it 
by erecting an artificial barrier between conception and appreciation. You're free to speculate as you wish about the philosophical and allegorical meaning of the film -- and such speculation is one indication that it has succeeded in gripping the audience at a deep level -- but I don't want to spell out a verbal road map for 2001 that every viewer will feel obligated to pursue or else fear he's missed the point. I think that if 2001 succeeds at all, it is in reaching a wide spectrum of people who would not often give a thought to man's destiny, his role in the cosmos and his relationship to higher forms of life. But even in the case of someone who is highly intelligent, certain ideas found in 2001 would, if presented as abstractions, fall rather lifelessly and be automatically assigned to pat intellectual categories; experienced in a moving visual and emotional context, however, they can resonate within the deepest fibers of one's being.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A Morena e eu, tão próximos mas tão longe nesse Cosmos



Eu estava vendo o único verbete sobre o tudo da maior enciclopédia conhecida nesse tudo: o Universo. Não é o Guia do Mochileiro das Galáxias, algo próximo mas não tão engraçado, a Wikipedia.

Lendo em inglês, que é a lingua franca atual.

Diz o verbete:

The universe is commonly defined as the totality of existence,[1][2][3][4] including planetsstarsgalaxies, the contents of intergalactic space, and all matter and energy.[5][6]

Fui ver as referências e gostei dessa:

2. ^ "Universe"Encyclopedia Britannica, "the whole cosmic system of matter and energy of which Earth, and therefore the human race, is a part"

Carl Sagan usou um sinônimo: "O Cosmos é tudo o que existe, existiu ou existirá. A mais insignificante contenmplação do cosmos emociona-nos – provoca-nos um arrepio, embarga-nos a voz, causa-nos a sensação suave de uma recordação distante."

Mas tudo isso fica gravemente desfalcado de sentido se meu amor pela Priscilla Casagrande não for correspondido. Até o ateu mais materialista irá concordar que não haveria pecado maior caso isso ocorresse.



P.S. Parabéns pela condecoração, Morena!

domingo, 18 de novembro de 2012

Ternura



Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor
seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentando
Pela graça indizível
dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura
dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer
que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas
nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras
dos véus da alma...
É um sossego, uma unção,
um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta,
muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite
encontrem sem fatalidade
o olhar estático da aurora.

- Vinicius de Moraes

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Soa como música aos meus ouvidos


A wise man proportions his belief to the evidence.
- David Hume

The truth may be puzzling. It may take some work to grapple with. It may be counterintuitive. It may contradict deeply held prejudices. It may not be consonant with what we desperately want to be true. But our preferences do not determine what's true.
- Carl Sagan

Probably all organic beings which have ever lived on this earth have descended from some one primordial life form. There is grandeur in this view of life that, whilst this planet has gone cycling on according to the fixed law of gravity, from so simple a beginning endless forms most beautiful and most wonderful have been, and are being evolved.
- Charles Darwin

If you want to do evil, science provides the most powerful weapons to do evil; but equally, if you want to do good, science puts into your hands the most powerful tools to do so. The trick is to want the right things, then science will provide you with the most effective methods of achieving them.
- Richard Dawkins

It's a long way to the top (if you wanna rock 'n' roll)!
- Angus Young, Malcolm Young e Bon Scott

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Maîtresse, embrasse-moi, baise-moi, serre-moi

 
Maîtresse, embrasse-moi, baise-moi, serre-moi,
Haleine contre haleine, échauffe-moi la vie,
Mille et mille baisers donne-moi je te prie,
Amour veut tout sans nombre, amour n'a point de loi.


Poesia de Pierre de Ronsard (1524–1585), le "prince des poètes et poète des princes". Pra ela treinar o francês, porque o meu é praticamente nulo.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Creation


Creation

On all the living walls
of this dim cave,
soot and ochre, acts of will,
come down to us to say:

This is who we were.
We foraged here in an age of ice,
and, warmed by the fur of wolves,
felt the pride of predators
going for game.
Here we painted the strength of bulls,
the grace of deer, turned life into art,
and left this testimony on our walls.
Explorers of the future, see how,
when our dreams reach forward,
your wonder reaches back, and we embrace.
When we are long since dust,
and false prophets come,
then don't forget that we were your creators.
So build your days
on what you know is real, and remember
that nothing will keep your lives alive
but art - the black and ochre visions
you draw inside your cave
will honor your lost tribe,
when explorers in some far future
marvel at the paintings on your walls.


Poema do norte-americano Philip Appleman, em homenagem ao descobridor da Gruta de Lascaux, Marcel Ravidat.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Fanatismo



Fanatismo

Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

"Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
"Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim!"

- Florbela Espanca

terça-feira, 5 de outubro de 2010

El Enamorado



Lunas, marfiles, instrumentos, rosas,
lámparas y la línea de Durero,
las nueve cifras y el cambiante cero,
debo fingir que existen esas cosas.


Debo fingir que en el pasado fueron
Persépolis y Roma y que una arena
sutil midió la suerte de la almena
que los siglos de hierro deshicieron.


Debo fingir las armas y la pira
de la epopeya y los pesados mares
que roen de la tierra los pilares.


Debo fingir que hay otros. Es mentira.
Sólo tú eres. Tú, mi desventura
y mi ventura, inagotable y pura.

de Jorge Luis Borges.

sábado, 18 de setembro de 2010

Terra e Lua


Por que tens, por que tens olhos escuros
E mãos lânguidas, loucas, e sem fim
Quem és, quem és tu, não eu, e estás em mim
Impuro, como o bem que está nos puros ?

Que paixão fez-te os lábios tão maduros
Num rosto como o teu criança assim
Quem te criou tão boa para o ruim
E tão fatal para os meus versos duros?

Fugaz, com que direito tens-me pressa
A alma, que por ti soluça nua
E não és Tatiana e nem Teresa:

E és tão pouco a mulher que anda na rua
Vagabunda, patética e indefesa
Ó minha branca e pequenina lua!


Há 33 anos atrás, a primeira foto da Terra e da Lua juntas numa mesma imagem foi obtida pela sonda Voyager. A lua teve que ser artificialmente clareada por um fator de três para que os dois astros pudessem ser vistos claramente na fotografia. Agora não consegui descobrir há quantos anos atrás o Vinicius de Moraes escreveu esse 'Soneto da Lua'.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Outra poesia



O amor, quando se revela,
não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente.
Cala: parece esquecer.

Ah, mas se ela adivinhasse,
se pudesse ouvir o olhar,
e se um olhar lhe bastasse
pra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
quem quer dizer quanto sente
fica sem alma nem fala,
fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
o que não lhe ouso contar,
já não terei que falar-lhe
porque lhe estou a falar... 


Fernando Pessoa

domingo, 4 de julho de 2010

Soneto do Amor Total



de Vinicius de Moraes

Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.


Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.


Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.


E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Psicologia de um vencido


de Augusto dos Anjos.

Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênesis da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.


Profundíssimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância...
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.


Já o verme - este operário das ruínas -
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,


Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há-de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Atomyriades



Nature, it seems, is the popular name
For milliards and milliards and milliards
Of particles playing their infinite games
Of billiards and billiards and billiards
 - Piet Hein