sexta-feira, 14 de maio de 2010

1 a 0


Inter ganhou. Jogou mal. Apesar do risco grande de cair na Argentina, ao menos não tomou gol.

E daí? Novidade extra-campo - vislumbre de um futuro bem próximo, que se não for agora, será em breve - consegue acabar com a alegria de qualquer um.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Scientia

 
In science it often happens that scientists say, "You know that's a really good argument; my position is mistaken," and then they would actually change their minds and you never hear that old view from them again. They really do it. It doesn't happen as often as it should, because scientists are human and change is sometimes painful. But it happens every day. I cannot recall the last time someting like that happened in politics or religion.
- Carl Sagan

Clipe do Dia n° 78



Música fodástica.

War is over


Cinco dias após a segunda bomba atômica lançada pela Força Aérea americana explodir na cidade de Nagasaki, no dia 14 de agosto de 1945, o presidente Harry Truman dos Estados Unidos anunciava às 7 horas da manhã o fim da guerra no Japão, o único país do Eixo que ainda oferecia resistência às tropas aliadas.

Comemorações espontâneas brotaram por todo o país, e o fotógrafo Alfred Eisenstaedt estava cobrindo uma dessas manifestações populares que ocorria em Times Square, na cidade de Nova Iórque. Foi aí que ele registrou uma das fotos mais conhecidas da história: o beijo de um marinheiro em uma enfermeira, ambos anônimos, a representar a alegria e êxtase do povo americano com o fim da 2ª Guerra Mundial.

A foto sairia na semana seguinte, como capa da revista Life, e daí para o imaginário coletivo do mundo.

E é bom comemorar o fim de uma guerra...

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Holocausto nuclear



Estamos em 1962, e você é o presidente dos Estados Unidos. Acabou de ser informado de que a União Soviética lançou uma bomba atômica sobre Nova York. Vocês sabe que eles não voltarão a atacar. À sua frente está o telefone para o Pentágono, o proverbial botão, com o qual você pode retaliar bombardeando Moscou.
Você está prestes a apertar o botão. A política do país é retaliar na mesma moeda um ataque nuclear. Essa política foi concebida para intimidar os atacantes; se você não a seguir, a intimidação terá sido uma farsa.
Por outro lado, você reflete, o mal já está feito. Matar milhões de russos não trará milhões de americanos mortos de volta à vida. A bomba acrescentará precipitação radioativa na atmosfera, prejudicando seus próprios compatriotas. E você entrará para a história como um dos piores assassinos de multidões de todos os tempos. A retaliação agora seria por puro rancor.
Mas foi precisamente essa linha de raciocínio que encorajou os soviéticos a atacar. Eles sabiam que, uma vez lançada a bomba, você nada teria a ganhar e teria muito a perder se retaliasse. Julgaram que você estava blefando e pagaram para ver. Portanto, é melhor você retaliar para mostrar a eles que não estava blefando.
Mas, pensando bem, de que serve provar agora que você não estava blefando antes? O presente não pode afetar o passado. Permanece o fato de que, se você apertar o botão, extinguirá milhões de vida sem razão.
Mas espere - os soviéticos sabem que você pensaria que não tem sentido provar que você não estava blefando. É por isso que eles pagaram pra ver. O próprio fato de você estar pensando dessa maneira acarretou a catástrofe - por isso, você não deve pensar dessa maneira.
Mas não pensar dessa maneira agora é tarde demais...
Você amaldiçoa a liberdade. Seu apuro está em ter a opção de retaliar e, como retaliar não é do seu interesse, você pode decidir não fazê-lo, exatamente como previram os soviéticos. Que bom seria se você não tivesse escolha! Se os seus mísseis houvessem sido conectados a um detector confiável de projétil nuclear e disparassem automaticamente! Os soviéticos não teriam ousado atacar, pois saberiam que a retaliação era certa.
Esse encadeamento de raciocínio foi levado à sua conclusão lógica na novela e filme Dr. Strangelove [Dr. Fantástico]. (...)

Trecho do excelente 'Como a Mente Funciona', de Steven Pinker, sobre o enredo do espetacular filme 'Dr. Fantástico', do Stanley Kubrick.

Clipe do Dia n° 77



Na época da Ditadura devia ser mais 'fácil': o inimigo era tão óbvio e nítido. Hoje em dia não sabemos se o inimigo vem pela direita, pela esquerda ou pelo centro.

Copa do Mundo



Essa propaganda que o Mineiro me mandou mostra bem o que é o futebol para o sul-americano no geral, e o argentino no particular. O futebol não é uma questão de vida ou de morte. É muito mais importante que isso, disse um dirigente inglês. A Copa do Mundo de futebol é o evento mais visto NO MUNDO, e - querendo ou não - a seleção é o país aos olhos de todos. Nós, tipicamente brasileiros, desdenhamos a nossa seleção. Logo nós, que temos a seleção mais bem sucedida de todos os tempos no esporte mais popular do mundo. Os argentinos não se dão esse luxo: são fanáticos pela sua seleção.

Quem não gosta de futebol (mulheres estão perdoadas, homens não), deve ao menos ter consciência da importância que o mundo dá praquelas quase duas horas de onze contra onze tentando empurrar a bola pra rede adversária com os pés. Apesar de que - em última análise - realmente não é importante. Exatamente igual à religião. (Na verdade, a religião mata mais gente do que o futebol.)


E é por isso que eu torço pra Seleção Brasileira, apesar do Ricardo Teixeira, da Nike e do Robinho.




Rumo ao Hexa!

domingo, 9 de maio de 2010

Clipe do Dia nº 76



Os toscos anos 80 produziram algumas coisas boas... né, Morena?

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Clipe do Dia nº 75



A mais nova dica do Alemão.

Das Glórias


E eu já tava ficando com medo de estarmos de volta aos anos 90, quando o Inter só se quebrava enquanto o
Grêmio se dava bem. Mas não: ganhamos o Gre-Nal no Olímpico (ok, perdemos o Gauchão, mas foda-se o Gauchão) e conseguimos passar pras quartas-de-final da Libertadores. Mandamos o campeão argentino de volta pra casa com dois gols, e agora vamos enfrentar outro time argentino: Estudiantes, o atual campeão da América. A não ser que a Conmebol nos coloque contra o Flamengo pra evitar a possibilidade de uma final brasileira. E o Corinthians se fudeu, que alegria! Mano Menezes só serve pra série B mesmo.

De qualquer modo, faltam seis partidas...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Clipe do Dia nº 74



Show do Ray Charles na TV Tupi, em 1963. Isso sim que era transmissão televisiva de qualidade!

And still counting...

terça-feira, 4 de maio de 2010

Clipe do Dia nº 73



Conheci, mas não recordo. Vi fotos. Ouvi histórias. No mínimo, já sei a frase clássica. Mas às vezes a dor pode ser tanta que parece ultrapassar sua fronteira última - nosso corpo e nossa mente - e transbordar para corpos e mentes das pessoas que te amam. Nessa hora, empatia e compaixão se apossam de nós, e o que nos resta é a difícil missão de aliviar essa dor com palavras de carinho e abraços apertados.

And it feels
And it feels like
Heaven's so far away
And it feels
Yeah it feels like
The world has grown cold
Now that you've gone away

Natureza hostil

A century of progress in biology confirms Huxley's thesis: the universe is hostile to life in general and human life in particular; the evolutionary process and its products are contrary to human ethical standards; human survival and ethical advance can be achieved only in opposition to the cosmic process.
- George C. Williams



A natureza é tão sábia, tão boa. Se foi Deus quem criou essa parada toda, então ele é um grandessíssimo dum... deixa pra lá. Viva o Homo sapiens: por mais tortos que sejamos, ainda assim somos os mais retos desse universo.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Clipe do Dia nº 72



'Música que acrescenta', diz a Morena.

Cada um se segura no que tem


Como eu já vinha fazendo campanha desde antes, o que importa no Campeonato Gaúcho é Gre-Nal. Logo, o Campeonato desse ano nos foi favorável: o Inter ganhou dois e perdeu um.

Enfim, parabéns ao Grêmio pelo título. Ao menos, conseguimos dar uma amornada na conquista tricolor. Agora é contra o Banfield... Será que vai?

domingo, 2 de maio de 2010

Bos taurus


Que bicho abençoado é gado: couro, leite e churrasco.

Clipe do Dia nº 71



Outra banda daqui. Lançaram o primeiro disco semana passada. Primeira escutada me agradou.

A cocheira dos sete potros



Dos motivos possíveis para a deflagração de uma guerra, só o charque merece consideração. Quando o General assegurou-nos, entre baforadas, que estávamos ali apenas e somente pelo charque, tudo ficou cristalino. Territórios, riquezas, belas fêmeas, todo o resto não passa de tontaria quando medido contra o valor transcendente da carne salgada com nosso suor. Somos vegetarianos, andamos sobre quatro patas, mas não somos ingênuos. Até um burrico, criatura morosa e renitente, reconheceria que com charque não se brinca. Só os imperiais não entendem, os simplórios. Se pudéssemos demonstrar que… A chegada do peão, voltando do barranco, interrompe minhas ruminâncias. Sinto o peso de seus fundilhos em meu dorso. Indelével em minha mente a lembrança do charque. Que venha a guerra, que desçam os baianos, que vingue a carne. De cá para diante seguiremos juntos. Os cavalos, os rebeldes, o charque, eternamente a singrar a planura do pampa - a planura, a planura.

Daniel Galera & Daniel Pellizzari, A cocheira dos sete potros


Do site do Galera: http://www.ranchocarne.org/

O Cara


Rubem Fonseca é o cara. Em duas páginas ele ultrapassou 'Capitães de Areia' do Jorge Amado nas minhas prioridades de leitura. Pensei que talvez 'O Seminarista' pudesse ser um daqueles livros desgastados de um autor consagrado repetindo a mesma fórmula dos livros anteriores. Realmente, é a mesma fórmula de livros anteriores, mas o cara continua excelente. Tal qual o Borges, a escrita passa um credibilidade que parece uma história real. Tal qual o Borges, demonstra que um conto pode valer mais que um calhamaço de páginas. E tal qual o Tarantino, faz da violência algo fascinante.

Ao contrário do 'Capitães de Areia', que parece uma novela da Globo, com os personagens bem estereotipados e uma história relativamente prevísivel. E pra piorar, ainda sofre daquela visão romântica do marginal e crítica das elites, típica de obras feitas por comunistas ortodoxos.

Num espaço de poucas páginas, o personagem principal do livro diz que escuta rock no MP3 player dele, está lendo 'The God Delusion' do Richard Dawkins, tem quase tudo do Kubrick, e gosta de vinho tinto. Mais além, ele diz que é ateu. Identificação quase total: não tenho MP3 player e nunca fui matador profissional...